terça-feira, 9 de julho de 2013

O voo das babás

   As vezes tenho dúvidas se o problema está no cargo político, na pessoa que o ocupa, ou se está além disso. Além, talvez, do que as redes de TV e outras mídias nos mostram diariamente.
   Agora, o "saco de pancadas" da vez, é o Governador do Rio de Janeiro, que, utiliza-se de aeronaves do patrimônio estadual para translado de sua casa ao trabalho e do trabalho para sua casa de praia em Mangaratiba. Utiliza, segundo suas próprias declarações, legalmente, e como bônus do cargo.
   Mas, se fizermos uma breve pesquisa, perguntando a alguns membros da família, da faculdade, dos amigos, da igreja, da vizinhança, do trabalho... fazendo a seguinte pergunta: "Vc usaria o helicóptero, se ele assim o estivesse disponível?"
   Nos surpreenderíamos, com certeza, do número de respostas positivas.
   Vivemos ao máximo a cultura do se dar bem, da facilitação, da remissão do tempo, e do egocentrismo. E as vezes é fácil cobrar que alguém exposto, e que tenha a obrigação de pensar no bem comum.
   Precisamos realmente analisar se a mudança e indignações realmente precisam ser praticadas somente nas ruas, cobrando autoridades e co-autoridades, ou se essa indignação tem que ser mais intimista.
   Abraço.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Juventude Wesleyana - 6ª Região (breve Histórico)

   Eu, Leandro Pedras, assisti de perto todo o processo de organização da Sexta Região. Participei ativamente como Delegado Geral, com voto favorável à divisão da Primeira Região. Mas, no que diz respeito à Juventude Wesleyana da Sexta Região (JUWES6), participei ainda mais de perto e muito ativamente. Lembro-me de algumas reuniões e telefonemas com o Pastor Luis Carlos, onde indiquei alguns nomes para Diretor Regional. Eu também estava presente, no Concílio Inaugural de nossa região, onde o Bispo Roberto Amaral anunciou o nome do Wellington Junior para a direção da JUWES6. Fui o primeiro a noticiar tanto diretamente para o novo diretor, quanto na internet. De lá pra cá, acreditando na visão “Tempo de Crescer”, no projeto episcopal e na força e ousadia do jovem diretor, mergulhei nesse projeto.
   Alguns, sabe-se lá por qual motivo, poderão dizer: “Não vejo nada demais na JUWES6.” Ou até mesmo: “Não sei porque alguns jovens falam de regional com tanto amor!”
   Então, como um expectador tão ativo que me propus a ser, com conhecimento de causa, como participante de todas as reuniões realizadas até hoje, bem como todos os eventos, me ponho a explicar um pouco do porque desse amor.
   Quando paro para lembrar sobre o curto período que se passou, da organização da Juventude Wesleyana da Sexta Região, até hoje, vejo que o período é recente e curto, porém muito intenso e frutífero. Lembro-me de um fato, essa lembrança puxa outro fato, aí lembra uma realização, que lembra um desafio vencido, que lembra alguma “loucura”, aí lembra um aprendizado, e lembra um fato engraçado... uma coisa vai puxando a outra e a memória trabalhando, formando um sorriso. Sorriso que as vezes é interrompido por uma tremida de queixo, impulsionado por uma emoção. Emoção humana, sim. O corpo reage a emoções por lembrar de momentos tão espirituais, que as vezes ganham até uma roupagem técnica, roupagem de programação, roupagem de evento, mas, que impactaram o mundo espiritual de várias formas. Afinal, quantas vidas foram salvas? Quantas famílias foram abençoadas? Quantas vezes o Evangelho de Cristo foi pregado? Quantas  vezes a fé foi fundamentada e solidificada? Quantas vezes a comunhão foi vivida? Quantas curas? Quantos batismos com o Espírito Santo? Quanto conserto? Quantas vitórias? Talvez você não saiba precisar os números e por em um relatório. Talvez, nem eu mesmo, que vivi de perto, o consiga. Mas, o resultado do trabalho proposto e executado, prova que a obra foi direta e exclusivamente espiritual. Aleluia!
   Quando formou-se uma nova região, novos desafios vieram. Nossos líderes foram categóricos, dizendo: "Queremos e precisamos que voês deem à Sexta Região, uma `cara`!" Então, estava nascendo uma nova juventude.Filha de uma região forte, expressiva, com um histórico invejável, que já tinha seu espaço conquistado e solidificado na denominação. O desafio então, não era simplesmente dar continuidade, mas dar uma identidade, assim como um filho tem. O filho tem características dos pais, traços dos pais, trejeitos dos pais. Porém, com personalidade própria, com projetos próprios, com características próprias, com destino próprio.
   Outro desafio era amadurecer em tão pouco tempo, atendendo às expectativas, tanto da liderança, quanto dos milhares de jovens. Uns desconfiados, outros duvidosos, outros descontentes, outros alienados, outros surpresos, outros empolgados com essa nova caminhada imposta.
O projeto não podia ficar parado, esperando o mundo girar e as coisas se acertarem naturalmente. Então, cheios de fé, ousadia, voluntarismo, força e determinação, uma diretoria se formou. Essa diretoria então, já em 2010, começou a trabalhar.
   Algumas alegres e exaustivas reuniões para decidir tudo novo. Em tão pouco tempo e sem recursos, precisávamos organizar um evento que não tinha nome, data, local, preletor, programação, conta para depósito... e, aos poucos tudo foi tomando forma em nossas cabeças. Tínhamos a exata noção da responsabilidade que vinha junto com a realização do evento. A JUWES6 precisava sentir confiança, e saber que tudo andaria normalmente, apesar das dificuldades.
   Depois de horas, o primeiro projeto foi gerado como um filho.

Fórum de Liderança Jovem - 2011
   Já no início de 2011, foi realizado nosso Primeiro Fórum de Liderança Jovem. A ideia era servir aos jovens da mesma forma que o SPJL servia. Ministrando conhecimento, através de palestras, pregações, músicas, estudos, e assim preparando nossos líderes locais e distritais para o exercício de liderança com a devida capacitação e motivação.
   A característica mais marcante nesse evento, foi a fé dessa diretoria, bem como dos supervisores distritais. No início daquele ano, por ocasião das chuvas, o município de Teresópolis sofreu com a maior tragédia natural já vivida no Brasil. Nosso evento estava marcado, para fevereiro, justamente no município de Teresópolis, o que mais sofreu. O local, nada sofrera com a tragédia, mas como se tratava de um lugar distante, as notícias que vinham pela TV eram as que ficavam valendo para a avaliação popular. Um evento preparado para 300 jovens, em uma cidade sitiada pela tragédia, e com tanta informação na TV sobre o fato, levou a inscrição antecipada de apenas 7 (sete) jovens. Ou seja, fomos pra lá com a eminência de um prejuízo incalculável. Mas, a fidelidade do Senhor, que viu nosso trabalho, foi grande. No dia do evento, exatamente no dia, 290 jovens fizeram suas inscrições. Aleluia!
   Com a certeza de que o Soberano Deus estava aprovando aquele projeto, fizemos o evento. Com inexperiência, sim, mas com amor e zelo pelas coisas divinas ministradas na Terra.
   Deus, para tornar ainda mais precioso e especial esse evento, converteu uma pessoa que visitava o evento. Dalí, uma das características mais fortes da JUWES6 nascia. Uma juventude que ganha almas para o reino. Aleluia!
Nosso bispo ficou super feliz com a realização e com o poder de mobilização da juventude, que já no primeiro evento, acreditou que tudo daria certo. Além do bispo, todos os quase 300 participantes ficaram surpresos com o lançamento do próximo desafio, o “Rocinha no Coração de Deus”.

Rocinha no Coração de Deus - 2011
   O desafio agora passara para um nível mais alto. Talvez, até hoje, nem o então diretor Wellington Junior, nem eu que já trabalhara com a juventude desde 1997, nem ninguém, tenhamos a exata noção do que esse projeto representa para nossa juventude, e por que não dizer de nossa denominação.
   Alguns chegaram a nos chamar de “loucos”. E com razão. O desafio era muito maior do que a nossa igreja, maior que nossas possibilidades, maior que nossa compreensão, porém, NUNCA, repito, NUNCA maior do que nosso Deus. Hoje, fazendo esse breve histórico, ainda sinto o peso dessa responsabilidade e preciso parar, respirar, enxugar as lágrimas e orar em gratidão a Deus pela oportunidade de participar desse projeto. Aleluia!



   Voltando às letras...

   Sair das quatro paredes, viver o avivamento que tanto buscamos nos anos anteriores, justamente no dia em que poderíamos estar festejando mais um ano da Juventude Wesleyana, com uma tradicional festa. E, ao invés disso, “invadir” com quase 800 jovens a maior comunidade carente da América Latina. Uma “pequena cidade” dentro de uma metrópole como o Rio de Janeiro. Uma comunidade marcada pelo domínio do tráfico de drogas, onde o progresso não tinha entrada, o governo não tinha entrada, autoridade nenhuma se sobrepunha ao mau. Lembro-me que, mais uma vez, a TV mostrava que não deveríamos realizar um evento. Pois, nas semanas anteriores a polícia fizera uma operação e o clima estava tenso. Nada nos parou! Se fazia necessário, e hoje entendo um pouco isso, que nós, agentes de Deus, abríssemos o caminho. A ordem tinha que vir de cima, movida por uma ação terrena. A palavra “Jovens, eu vos escolhi porque sois fortes”, não fora somente pregada em nossos eventos. Ela precisava ser vivida. Que privilégio da JUWES6 cumprir essa missão.


Vídeo publicitário do evento:


   Subimos, caminhamos pelas ruas, oramos, abençoamos famílias, oramos por traficantes que deixavam suas armas no chão e agradeciam nossa ação, cantamos pelas ruas, pregamos de beco em beco, de viela em viela, aos quatro cantos daquele lugar, e proclamamos: “A ROCINHA ESTÁ NO CORAÇÃO DE DEUS”.


   Todos ali, que sofreram ataques de Satanás, que adoeceram, que perderam empregos, quer passaram lutas em suas casas, por causa da responsabilidade de pregar o evangelho naquele lugar visivelmente dominado pelas trevas. Todos ali, que sentiram as dores de parto, que sofreram na carne reações do mundo espiritual, foram recompensados com a maior festa no céu promovida pelo povo wesleyano em 2011. Sim, uma grande festa a JUWES6 promoveu no céu, quando 72 (setenta e duas) vidas confessaram Jesus Cristo como Salvador.
   Com esse evento, a característica mais forte da JUWES6, que é evangelizar estava consolidada, firmada, fundamentada e experimentada no nível máximo. Aleluia!
   Outra característica adquirida com esses dois primeiros projetos, foi a de intercessão. Para esses projetos, realizamos consagrações regionais, algumas reuniões de oração pela madrugada e a tenda de oração.

1ª Convenção Regional – 2011
   O diretor havia sido nomeado pelo Conselho Ministerial Regional para organizar a juventude como departamento, e oficializar assim o trabalho em uma Convenção Regional.
   Em agosto de 2011, aproximadamente 230 jovens se reuniram em Penedo para fazer o devido balanço desse início e eleger um novo diretor regional.
   Com o tema “QUERO +”, o Pr. Wellington Jenigs ministrou sobre o Espírito Santo e sua ação de dar “start” dentro de nós, afim de realizarmos as obras do Pai aqui na terra.
   Tudo era ainda muito novo, e pela inexperiência da diretoria atual, bem como do diretor interino, Thiago Neves, o evento sofreu com um prejuízo nas finanças. Eu, que presenciei tudo de perto, poderia amenizar os fatos, maquiar a verdade, ou até omiti-lo. Porém, essa parte da nossa recente história, nos trás tanto aprendizado quanto outras vitorias até então conquistadas. Esse fato trouxe uma maturidade, uma responsabilidade, um peso extra, mas também uma maior proximidade com nossa liderança, representada pelas secretarias regionais. Acendeu-se uma luz de alerta sobre a responsabilidade financeira, bem como o acompanhamento de nossos líderes.
   Em um lugar super agradável, em um bairro muito pitoresco, nossos jovens puderam se confraternizar, estreitar laços, passear, adorar a Deus e ouvir Sua Palavra.
   Toda parte administrativa foi muito bem executada pelo então Secretário Regional de Educação, o saudoso Pastor Luis Carlos do Nascimento Magalhães, e na tarde do segundo dia foi eleito por maioria relativa para o cargo de Diretor Regional, exercício bienal 2012/2013, o jovem Rodrigo Sousa.
   Outra característica da nossa juventude acabara de se mostrar. Com o primeiro evento com inscrição totalmente digital, aceitando a partir de então pagamentos por boleto, transferência, cartões de crédito e depósito bancário, através do nosso recém lançado site. A partir daí, nossos supervisores passaram a não mais ter a responsabilidade de captar os recursos vindo das inscrições. Além da divulgação tomar maior representatividade nas mídias digitais (e-mails, redes sociais, torpedos). Cabia à JUWES6 estar à vanguarda dessa digitalização em nossa igreja. Aleluia!

Simpósio de Liderança Jovem – 2012
   Em 2012, a nova diretoria, já sob o comando de Rodrigo Sousa, foi orientada a não fazer evento com taxa, no primeiro bimestre deste ano. Isso por ocasião da realização do Congresso Geral da JUWES, que tinha um investimento alto com passagem e hospedagem. Desta forma um poderia prejudicar o outro.
   Atendendo a essas orientações, a JUWES6 mostrou outra característica que nos acompanha até hoje: a submissão e respeito às lideranças diretas e indiretas, bem como às normatizações discutidas em reuniões, fossem elas em âmbito geral ou regional. Então, tínhamos o desafio de prestar o serviço de preparar líderes novos para 2012, sem cobrar taxa.
   Realizamos então 3 simpósios, divididos geograficamente, afim de facilitar tanto o trabalho dos distritos, como o da diretoria regional. Então, aconteceram em 3 finais-de-semana consecutivos, sendo um na Baixada Fluminense, dois na Capital e outro no Sul-Fluminense do estado. Esse evento nos surpreendeu. A participação total foi de 613 jovens. Ou seja, atingimos bem mais do que esperávamos, ainda com um custo baixíssimo para cada participante, que somente investiu em refeição e uma apostila, e pouco investiu em deslocamento.
   Palestras práticas sobre setores foram ministradas por membros de nossa diretoria, estreitando a identificação com a liderança, dando referência simples com a mensagem de que o jovem pode!
   Surgia e ficava patente mais uma característica da JUWES6: a habilidade de dar solução prática e rápida diante de qualquer circunstância.
   Com esse evento, a atual diretoria também dava sinais fortes de que não estava preocupada com a realização de grandes encontros, grandes eventos, grandes retornos financeiros, mas, sim, com a ministração da Palavra e a capacitação dos nosso jovens para trabalhar no Reino de Deus, aqui na Terra.

Leandro Pedras
(Em breve postarei a continuação dessa história)