terça-feira, 14 de abril de 2015

Redação - Pano de Fundo da Monografia 2015

Para conclusão do curso de teologia que estou matriculado, preciso redigir e defender uma monografia. O tema é livre. Por ser assim, tema livre, deveria ser mais fácil para cada aluno definir o tema mais confortável, se debruçar sobre este, pesquisar e concluir o trabalho de igual forma, confortavelmente. Porém não é o que acontece! As vezes, como é o meu caso, mesmo sendo levado a falar de um tema que me fascina, e até parecer que tenho domínio sobre o mesmo, a monografia parece cumprir um papel que nem deve ser o dela de origem, mas historicamente, sem querer ela recebeu... o de aterrorizar a vida do estudante! (risos) Pois bem. Se esse cálice não pode passar de mim, seja feita a vontade do mundo acadêmico.

Cada aluno precisa escolher um tema relevante, que parta de uma certa “inconformidade”, dentre outras características. Além disso, dentro de uma lista “infinita” de exigências da tão temida ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). O tema deve ser amplamente pesquisado, compilando a ideia de vários autores, com registros em fontes primárias e secundárias de segurança comprovada.

Então, pensando nisso tudo, resolvi falar sobre Comunicação na Igreja. O tema propriamente dito, ainda não está definido, mas o assunto sim. Comunicação! E vem então a pergunta: E isso é relevante? É relevante falar de um tema técnico em uma instituição de formação de pastores; instituição de formação teológica? Vou tentar responder a este questionamento que parece ser justo com alguns breves dados, e para isso, pretendo devolver a pergunta, afim de que continues a refletir. Daí, ou você chegará a conclusão que sim ou que não, ou pesquisará sobre o assunto, ou esperará para ver a conclusão da minha monografia.

Vivemos em um mundo globalizado, ou em processo de plena globalização. Isso em boa parte se dá pela evolução na comunicação mundial. Nos séculos passados, o mundo demorava até 50 anos para ter um conhecimento comum. Demorava esse tempo todo para que todo o planeta entendesse todas as informações ditas até então. Hoje, pelo processo avançado da comunicação, esse tempo foi encurtado para 2 anos, e na próxima década, esse tempo está previsto para ser encurtado para 2 horas. Ou seja, em 2 horas, todos os habitantes terão o mesmo nível de acesso a uma nova informação. Outro dado pertinente à evolução da comunicação é que um adulto que viveu em 1950 tem o mesmo número de informações que uma criança de 4 anos. Não quer dizer que a criança de 4 anos saiba como processar essas informações, ou como utiliza-las da melhor forma. Mas o fato é que ela as tem.

Trazendo para um panorama nacional, estamos vivendo, nitidamente uma “guerra” no campo da comunicação. Ao ponto de que no mês de março de 2015, o governo se viu em meio a uma crise na área da comunicação, que culminou com o pedido de demissão do Ministro da Comunicação. O fato se deu, depois do vazamento de um e-mail onde o citado ministério fazia uma auto-crítica dizendo que o governo precisava rever a maneira de se comunicar com a população. O que de fato, mesmo antes do inconveniente, já se tem como comprovado. Vários veículos de comunicação já vinham questionando a forma equivocada que o governo estaria se comunicando com todos. Ainda no âmbito nacional, temos a notícia publicada esta semana (13/04/2015), que, o governo investirá aproximadamente R$ 50.000.000.000,00, para que em 2 anos, 98% do território nacional terá internet rápida.

Trazendo, agora, para um panorama mais próximo, a nossa casa. Faça uma pequena conta com os gastos da sua casa e facilmente perceberá o quanto gasta-se com comunicação. Algumas famílias gastam, sem perceber, mais com comunicação até que com alimentação.

Em um mundo em que metade das propagandas são para convencer as pessoas a gastar mais ou menos com comunicação; onde as pessoas são convencidas a votar ou não a partir de técnicas de comunicação; onde a população é convocada às ruas para protestar ou apoiar os governantes... Será que devemos falar sobre esse tema técnico? Será que esse tema de uma ciência aparentemente humana é relevante?

Esse é apenas um breve panorama do cenário em que a igreja está inserida. Será que a igreja está se comunicando bem? Será que a igreja está comunicando bem? Será que os integrantes desta divina instituição entendem a importância de se comunicar? Espero que meu trabalho acadêmico a ser apresentado ao final do curso possa elucidar algumas dessas questões e algum proveito ao mundo acadêmico.

CEFORTE - CENTRO DE FORMAÇÃO TEOLÓGICA
Por: Leandro Alencar Pedras Monteiro
Trabalho apresentado à disciplina Monografia do Curso Livre de Teologia
Rio de Janeiro - 2015
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